quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Nunca fui muito chegada a televisão. Sempre carreguei a impressão de que a televisão podava as relações familiares, tolia a veia criativa do indivíduo e propagava o comportamento de massa (conduzindo pensamentos). Foi com o passar do tempo que a maturidade me tornou mais flexível. Atualmente já ligo a televisão ciente de que desejo me distrair, abstrair e assim o faço... e me permito.

Hoje, em minha busca incessante por algo interessante (porque vamos combinar... não há flexibilidade que favoreça as besteiras nas quais as programações atuais vem se transformando, sobretudo, dos canais abertos), parei no canal Multishow e assisti a um programa chamado "Experimente". Sugestivamente, fiz o que o programa imperativamente indicava e resolvi experimentar.

Tomei conhecimento de um compositor chamado Edu Krieger. Durante o pequeno-show-entrevista, o apresentador questionou se o fato de diversas cantores(as) fazendo regravações de suas músicas não o deixava de certa forma chateado e se não tinha um sentimento de que eles o ofuscariam até por serem famosos conhecidos.

Ao que o compositor-cantor respondeu:

Se me ofusca? Não... não mesmo. O fato de outras pessoas gravarem minha música não me traz esse medo. Sou a favor de muitas pessoas fazerem suas próprias releituras porque isso faz com que enriqueça as diversas versões que uma mesma música pode assumir. Na verdade, fico bastante curioso sobre qual o resultado que vai dar... o que a pessoa vai inventar (de positivo, claro... falo no bom sentido) na música.

Agora eu:

Antes era avessa à televisão. Hoje, não mais. Preciso me atualizar com os noticiários, ver filmes, assistir novelas para conversar com minha mãe, acompanhar mundo SA, ver seriados para treinar meu Inglês... enfim, mudei.

Antes não gostava de salada. Meu pai dizia: "um dia ainda a verei comer alface por vontade própria". Certo assim, aconteceu. Adulta, precisei enfrentar algumas dietas para me manter em ritmo de mercado.

O que defedo aqui é a necessidade de se olhar nas diversas fases da vida. O mundo não é estagnado e a gente também não deve ser. As coisas acontecem e hoje com velocidade ainda maior do que há algum tempo. Você não será a mesmo daqui a 5 anos. E assim como as necessidades/prioridades da empresa que precisam sempre ser reanalisadas e atualizadas, necessitamos fazer o mesmo com nós mesmos. Faz-se imprescindível fazer, vez ou outra, uma arrumação completa na casa. Cheguei onde queria, não cheguei, é para lá mesmo que desejo ir... porque... o que preciso mudar... o que eu desejo com meu comportamento atual e por aí vai.

Das diversas releituras sobre uma mesma música, dos comportamentos diversas versões de você mesmo (em momentos de vida diferentes), ainda quero trazer a tona também as questões administrativas de uma organização.

Em grupo, a sinergia é de suma importancia. Aqui podemos juntar os conhecimentos e perceber que os diversos inputs podem enriquecer um mesmo objeto, uma mesma atitude, um mesmo procedimento... O que pode não ter sido visto por um, por outro foi visto e contribuiu com riqueza de detalhes que devem, também, ser observados. Um terceiro poderá trazer questionamentos que necessitarão ser contemplados. A quarta pessoa já vê necessidade de treinar alguém para que isso sempre seja feito. A quinta pessoa já não vê tanta coisa a ser levantada, mas sempre gostou muito da prática e não vê a hora de executar. E assim segue. Essa sinergia é a questão sine qua non para o desenvolvimento salutar dos negócios. Assim que deve ser.

Releituras de música, de comportamento e objetivos, flexibilidade, equipe...

Eu estava falando de que mesmo? Música, comportamento pessoal ou empresa?...

Ah! Dá tudo no mesmo: Resultados!

2 comentários:

Raphaela Cotrim disse...

Minha amiga querida...vejo que Passione esta te fazendo bem.....ou melhor..o FRED!!!!! hahahahahaha Brincadeira....Adorei o seu texto....é bem por ai mesmo. Hoje eu vejo até horário político....acho que devemos ver....Não dá p/ fechar os olhos. né...Quanto aos seriados, novelas e etc....Nada contra mesmo, eles foram feitos p/ isso. E só se deixa manipular quem quer....
Beijo do tamanho do mundo!
Raphuda

Anônimo disse...

Creio, sinto, leio que a autora desse texto está em uma explosão de pensamentos, necessidade de reconhecimento profissional ou amoroso, vontade de gritar, de que alguém a escute ou a responda. Respostas! A vida é feita de perguntas e respostas. Qual será a mais interessante?! A pergunta ou a resposta!
Leia, releia, pense, observe, as respostas para algumas perguntas estará no ato desse exercício mental, as vezes em pequenas e detalhadas conversas consigo mesma aparecará as respostas e encontrará outras perguntas.
Tudo que você almeja.... No profissional a ambição, existe portas abertas e fechadas. A vida é uma competição constante, só ganha quem realmente está preparado. No amoroso, ser amada e amar. Amor, paixões a vida traz e leva. O coração, a alma e a razão.

Gostei de seu texto, fez com que surgissem perguntas e respostas, algumas foram respondidas e outras foram criadas.

Parabéns!