Laboratório liderado por brasileiro vai transformar corpo humano em PC
"Um engenheiro brasileiro é o homem responsável por enxergar, com dez anos de antecedência, os rumos de uma das maiores empresas de tecnologia do mundo.(...)"Fonte: G1
Segue o link:
http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/2010/09/laboratorio-liderado-por-brasileiro-vai-transformar-corpo-humano-em-pc.html
Por um lado, isso me traz orgulho imenso. Por outro, também um pouco de lamento. Desde que me lancei ao mercado de trabalho, venho acompanhando grandes profissionais que - para desenvolverem projetos, idéias, tecnologias e até música e arte - precisam se aventurar mundo a fora. Alguns, na cara e na coragem, sem nada de certo a sua frente, ainda assim, se projetam em outros países com a certeza de que serão vistos. Outros, já mais afortunados, são aqueles "descobertos" por outro país e saem já com um futuro promissor a sua espera.
Me questiono. Por que será que os bons saem? Por que será que os melhores precisam sair do nosso país para serem reconhecidos... aliás... mais do que isso: para ter recursos e apoio em nome do desenvolvimento?
Por que será que buscamos opiniões de psicólogos norte-americanos?
Por qual razão os brasileiros não são reconhecidos pelos próprios conterrâneos?
"PROJETO PIONEIRO DO BRASIL É CELEBRADO NO MUNDO MAS RECEBIDO COM FRIEZA EM CASA
(Luis Carlos Azenha)
O doutor Miguel Nicolelis não precisa de promoção. Nem de holofotes. Ele é um dos principais neurocientistas do mundo. Na semana passada o New York Times deu a ele meia página de jornal.
http://democraciapolitica.blogspot.com/2009/03/o-sucesso-internacional-do-neuro.html
Em escala um pouco menor, trazendo a ótica Nordeste-Sudeste... É sabido que a região nordeste tem a remuneração mais baixa do que o sudeste. Será então por isso que os melhores também não permanecem por aqui? E para lá também se vão as grandes oportunidades... "porque a cidade também não comporta profissionais como esses. E assim se vai... acontece com a infra-estrutura e carrega consigo também a educação. Desenrolando então uma cadeia de pequenas ações que impulsionam a mão-de-obra barata para o nordeste e os pensantes cada vez mais centralizados. Seremos nós mesmos os grandes boicotadores de nós mesmos?
Em busca de grandes promessas nos deixamos levar por berços que não são os nossos... Os corajosos se fazem ouvir daqui. Criam as oportunidades! Ou mesmo as trazem de volta!!
Essa história de "Santo de casa não faz milagre"... hunf!
Um comentário:
Oportunidades, ambições, valores, crescimentos são essas palavras ou inúmeros sinônimos a essas. Ser humano para onde o dinheiro se movimenta com mais facilidade, lá estará ele com grau de doutorado ou um analfabeto. Não importa para ele as dificuldades que passará, onde vai viver, o que vai se submeter. Ele quer a valorização da sua mão de obra, seja ela pensante ou braçal, com anos ou não de estudos. O mundo gira, o dinheiro não para e a vida continua....até quando?
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