
O mar batia na encosta, assim como as pessoas que, de tempos em tempos, iam se esbarrando umas nas outras. Mais a frente, as ondas se esgotavam ao avançarem e recuavam resgatando forças. Praia cheia. Dia de verão. Eu, como mera espectadora, apreciava o som do mar e as alegrias salpicadas na areia. Fotografias, instantes de pessoas esborrifadas pela cidade.
Crianças iam e vinham comemorando seus brinquedos improvisados de palitos de sorvete, canudos e espetinhos de queijo. Com eles e a criatividade solta, desenhavam relógios e projetavam suas vidas em grandes castelos. Tal como uma ave, era para alto que ia o poder da imaginação. Amigos de cima da hora, iam em bandos comemorando a alegria da vida com ondas de águas jogadas para cima com a virilidade dos braços juvenis. Da areia, os admiradores teciam comentários sobre sua prole. Na água, elas eram indiferentes aos ditos dos pais bem como os burburinhos que vinham de longe. Se entretiam apenas umas com as outras com a promessa de jamais se deixar abater por ondas que não fossem aquelas... E se essas mesmas ondas arrastassem seus castelos... a alegria era refazê-los com o mesmo zêlo.
Adultos tem muito a aprender.
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