Nessa manhã chuvosa, cuido delas... que escorrem pela sacada da minha varanda.
A gota escorregando é algo divino e isso - óbvio - porque o fato de chover é obra de Deus. Mas às vezes a poesia dessas pequenas coisas se torna gigantesca diante da percepção do que, de fato, é. E em um minuto lamento o fato de muitas vezes ter esse tempo de observação roubado em nome da correria no dia-a-dia.
De repente me dou conta de que o barulho da chuva batendo com força avassaladora no mato é barulho de criança e isso me traz a calma.
Quando menor, os elementos da natureza eram todos meus amigos e por horas ficávamos ali, curtindo um ao outro, nos momentos de meditação em cima da pedra no alto da colina. Essa imagem me remete ao equilíbrio. Um equilíbrio um tanto quanto anormal se mencionada a minha idade à época, de 9 anos.
Era assim… sempre fui apreciadora do silêncio. Da viagem interna que podemos fazer como auto-conhecimento.
Adoro estar ciente das minhas qualidades e meus defeitos. Isso me traz ainda mais segurança de ser quem sou e estar feliz. Felicidade é uma opção diária minha. Mais uma gota caiu.


